quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

O BOBOCA, A FOFOQUEIRA E O OTÁRIO (CRÔNICAS DE UM COTIDIANO)


O trabalho home office nos proporciona as situações mais banais possíveis.

Você começa cedo, para terminar cedo, afinal de contas é dia 19 de Dezembro, um dia mágico para muitos advogados, conhecido como o último dia forense, véspera do recesso e das merecidas férias.

Também sabemos que é nesse dia que todas as coisas podem acontecer. AINDA NÃO FOI O CASO.

Pois bem, me vi no seguinte cenário.

Eram 8 horas da manhã, eu trabalhando no notebook, sentado no sofá da sala (na casa da minha mãe, onde tem quintal).

Meu olhar periférico capta um movimento a esquerda, na varanda do quintal.

Olhei e era o meu cachorro, Chewie, explorando a varanda.


De repente, ele vai até o pezinho de melão que minha mãe tem.

Começa a cheirar e querer explorar mais.

Cachorro não se contenta com cheirar e olhar, ele tem que lambar ou mastigar.

Pois bem, lá foi ele morder e puxar a folha do melão.

Para quem não sabe, o meloeiro é uma planta rasteira, diferente da maioria das árvores, não tem tronco ou galho sólido. 


Ele foi puxar a folha como se fosse um mato, só que a planta foi toda pra cima dele. O boboca levou um susto. 

Cão de apartamento!

Ele tentou mais duas vezes, em folhas diferentes, e a cena se repetia: ele cheirava, puxava e levava susto.

Chegou um momento que ele percebeu que eu estava olhando.

Vendo que estava sendo feito de bobo, desistiu e voltou para dentro de casa, deitando resignado no portal da casa.

IMEDIATAMENTE, a cachorrinha da minha mãe, Marocas, irmã da Juju, foi correndo para o quintal cheirar todos os cantos que o Chewie explorou, como uma boa fofoqueira (aprendeu bem com a Juju).


E eu, como um bom otário, fiquei contemplando toda essa cena e achando graça nessa farofa toda.

Agora, quem é pior: O otário, a fofoqueira ou o boboca?!


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