quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

RESENHA: Tinha tudo para dar certo se não fosse eu!

Oi gente! Presta atenção!

"Às vezes você vai peidar e caga, mas nem por isso você deixa de peidar" - Rodrigo Fernandes.


Rodrigo Fernandes começou a escrever humor em 2004, aos 19 anos, quando criou o blog Jacaré Banguela em Cuiabá (MT) durante sua formação em Publicidade e Propaganda. Porém, bem antes de pensar em vender margarina na TV, viveu muitas desilusões amorosas.
 
A primeira foi ainda no primário, quando, ao defender uma garota em uma festinha de aniversário, levou um soco da outra no olho, descobrindo que a vida estava longe de ser comer morangos com leite condensado enquanto bebe champanhe com a Isis Valverde.
 
Talvez por isso tenha se empenhado mais em fazer rir do que em tentar conquistar mulheres ou plantar morangos. Neste livro ele conta com detalhes e muito humor 50 dessas aventuras amorosas que deixaria Luiz Fernando Veríssimo orgulhoso, Woody Allen animado e Nelson Rodrigues extremamente interessado.
 
Ou não.

Tinha tudo para dar certo se não fosse eu! é o primeiro livro do publicitário, ator, comediante, blogueiro e curioso do entretenimento Rodrigo Fernandes, o Jacaré Banguela, reunindo 50 desventuras amorosas vividas pelo próprio autor.

Quem acompanha o trabalho de Rodrigo, conhece bem a forma como escreve seus textos de humor, bem como as suas piadas no stand up comedy. Então, podemos dizer que são 50 fatos da vida dele, temperados com o seu excelente senso de humor.

OBS.: Por causa do seu blog, Rodrigo é conhecido como Jacaré Banguela. O livro trata dos seus fracassos amorosos (se assim posso dizer). Interessante, o nome Jacaré BANGUELA nunca fez tanto sentido (entendedores entenderão).

O livro tem um pouco de comédia, tragédia, autoajuda e um ótimo passatempo para ler durante uma viagem ao trabalho ou de volta pra casa, fugindo a sua própria realidade.

Se é bom? Eu digo que nunca li um livro tão rápido! Terminei em menos de 24 horas. Ah! Os textos são curtos e o livro é pequeno! Sim, mas até o menor livro se for ruim será um sacrifício.

O texto é simples, acessível e muito divertido.

No mês de Janeiro de 2018 foram 06 livros e 06 resenhas. De todos os livros, esse foi o que mais esperei (comprei em 12/01/2018, mas graças aos Correios só chegou no dia 30/01/2018, vlw!) e foi o mais divertido.

Além de alimentar o Jacaré Banguela com postagens diárias, Rodrigo também produz uma série de quadros para o canal do blog no Youtube, como o Não Fale com o Motorista, Jacaré Bancooking, Famoso em 1 Minuto, Semanário e o JB fora do Ar. O comediante já participou dos programas Queimando A Roda, Fritada, Adorável Psicose e Tá Rindo De Quê!? no Multishow, foi repórter na Fox Sports em um programa comandado por Paulo Bonfá e há cinco quatro anos participa do quadro Famosos da Internet no Programa Eliana no SBT. Além de estrelar três especiais de Stand Up e apresentar o programa Bloopers no Comedy Central e seu show solo Totalmente Desnecessário com mais de 130 mil visualizações no Youtube. Em 2016 passou a compor o elenco da Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo, fazendo apresentações no Brasil além de Nova York e Boston. No cinema, participou de nove filmes nacionais e um internacional: Apnéia, Entrando Numa Roubada, Carrossel 2, Como Sobreviver A Um Ataque Zumbi, Eu Fico Loko, Internet – O Filme, Amor.com, O Homem Perfeito, Não Se Aceitam Devoluções e Bingo – O Rei Das Manhãs (fonte: site Jacará Banguela).

No ano de 2017, mesmo do lançamento do livro, Rodrigo publicou em seu canal no Youtube um curta sobre a história 41. O dia da marmota. Em 2018 ele planeja lançar mais 12 curtas. Bom, então, se você estiver lendo isso, Sr. Rodrigo Fernandes, exponho aqui minhas histórias favoritas

  • 16; 
  • 17 (por favor!), 
  • 20; 
  • 21; 
  • 36 (com a participação do Rafinha Bastos, por favor); 
  • 38 (por favor!); 
  • 43; 
  • 49; 
  • 50.
O livro está à venda somente no site Jacaré Banguela.

Lambidas para vocês!🐾

RESENHA: Não Sei Se Te Amo

Oi gente! Presta atenção!

Sim, li um livro de romance! Eu gostei? SIM!!!!! Vamos ver como foi minha experiência?


AMOR ALÉM DA AMIZADE E DO PRAZER! 

Ninna é uma garota normal, como eu e como você. Já passou dos vinte e poucos, e sofreu inúmeras decepções amorosas que a deixaram sem acreditar em muita coisa. Por medo de sofrer evita se envolver, mas a vida acaba fugindo do seu controle e quando menos percebe já esta perdida de amores por seu amigo Sebastian. Será possível gostar sem sofrer? 

Ela já não acredita nisso e tentará fugir desse sentimento... mesmo que acabe sofrendo por isso também. Sebastian conseguirá convencê-la que com amor tudo tem solução? 

Um romance que vai encantar você, seguindo a linha New Adult, Não sei se Te Amo contém amor, sexo, desventuras e uma trilha sonora que promete inspirar corações partidos ou não.

Está é a premissa do e-book Não Sei Se Te Amo dá autora gaúcha Ju Lund (trilegal!)

Após o sucesso de E.L James, autora do livro Cinquenta Tons de Cinza, por exemplo, fez emergir um grupo de leitores que se mantinha oculto, aqueles do agora chamado Momy Porn, cuja literatura erótica mais discreta atende o interesse desse grupo de mulheres.

Surge então o New Adult, categoria que visa um público de jovens adultos, ou seja, pessoas que estão na transição adolescência para adulto. É claro que o gênero não se limita a este público, podendo agradar os mais adultos.

Na verdade o tema New Adult é voltado para a descoberta. As personagens estão se descobrindo, assim como os seus leitores. A autodescoberta pode se dar até mesmo aos 40 anos.

No livro, somos apresentados a personagem Ninna, onde a vemos, a princípio, em várias fases de sua vida, visando demonstrar as suas decepções amorosas e quais as consequenciais para a sua vida adulta.

Ninna é uma menina comum e, como todo jovem, demonstra estar perdida com o seu presente e futuro, sem saber ao certo qual o seu futuro profissional, mas principalmente perdida quanto a sua vida amorosa.

Blindada pelas decepções e sofrimentos amorosos, Ninna faz um pacto com ela mesma: NUNCA SE APAIXONAR. Pegação sim, mas fixar jamais.

Para uma pessoa de 30 anos, Ninna pode ser vista como uma adolescente fútil, pois chega a cair em depressão por causa de uma decepção amorosa. Quem nunca sofreu por amor? A gente supera!

Contudo, a vida não é igual para todos, alguns sofrem mais que outros para superar os seus problemas, assim como os encaram de forma diferente.

Decepções da vida servem para nos deixar calejados, nos tornando mais fortes. Contudo, isso não acontece com todos, pois ninguém gosta de sofrer e automaticamente nos defendemos, criando anticorpos para espantar qualquer ameaça.

Ninna levou isso ao estremo, chegando a deixar o leitor com raiva, rsrsrs.

Então, acredito que a autora atingiu o seu objetivo, pois você acaba mergulhando na história, que melhora a cada página. É um 3D literário.

A história não é longa, a linguagem é contemporânea e a autora foca na historia e interação das personagens, não se prendendo a detalhar cada espaço ou cenário, o que torna a história fluida. 

Ao mesmo tempo que a autora demonstra uma personagem adolescente e sentimos isso, também somos apresentados a mesma personagem, mas agora na fase adulta, cuja perspectiva muda, assim como as suas experiências.

Atenção: temos cenas picantes e bem detalhadas, rsrsrs.

Devo dizer que é legal ler os best sellers, mas eu também gosto da simplicidade e é fascinante descobrir boas histórias em lugares nunca imaginados.

A única critica mais latente é quanto a revisão do texto e formatação, me incomodou algumas alterações de corto do texto (preto e cinza), erros na ortografia (era pra ser bananas, mas ficou bacanas) e formatação do texto, mas nada que estrague a experiência, só sou chato.

Por fim, gostei muito da autora começar com uma sugestão de playlist, inclusive com link para o Spotify (mas preferi a minha própria playlist - Maroon 5, Bruno Mars, Coldplay e outras baladinhas, inclusive Offspring).

A autora, JU Lund, é gaúcha de Pelotas, Técnica em Turismo e Hotelaria e graduanda em Artes Visuais. Também é autora do romance Doce Vampira.

O livro está disponível na Amazon. 

Lambidas para vocês!🐾

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

CHEIRINHO DE LIVRO NOVO

Oi gente! Presta atenção!

Olha nossa nova aquisição!!!!!!



O Casamento. Todos Esperavam por Uma Festa Inesquecível - Meses atrás, os amigos diriam que o namoro de Plínio e Diana tinha prazo de validade. Eles se conheceram de um jeito bizarro, pensam completamente diferente e nenhuma das famílias aprova o relacionamento. Mas eles resistiram a tudo. E agora vão se casar. O mais íntegro dos convidados esconde um segredo devastador. Mas alguém sabe e está disposto a espremê-lo com chantagens. É então que o detetive Conrado Bardelli se hospeda no hotel-fazenda onde ocorrerá o casamento. Ele precisa descobrir o lobo entre as ovelhas. E rápido. Pois, a cada nova ameaça, o chantagista eleva o tom e falta pouco para a bomba explodir. Enquanto a plateia espera ansiosa em frente ao altar, algo brutal acontece na antessala. Só quando veem as paredes lavadas com sangue é que os convidados se rendem ao desespero. Começa uma confusão para interromper a marcha nupcial e chamar a polícia. Ninguém sabe o que fazer. E Bardelli, que lidava com um caso de extorsão, descobre que se meteu em algo muito pior. Agora, ele é o único capaz de encontrar respostas. O problema é que as mortes não param de acontecer.

Victor Bonini nasceu em São Paulo, morou em Vinhedo, interior do estado, e voltou à capital aos dezoito anos para cursar jornalismo. Sempre lhe perguntam se, ao longo da vida, havia indícios de que seria um autor de mistério. Aos sete anos, escolheu o filme Pânico como tema da festa de aniversário. Na adolescência, devorou todos os livros policiais e de terror que pôde encontrar. Na universidade, seu elogiado trabalho de conclusão de curso, em parceria com Mariana Janjácomo, foi um livro sobre o caso Pesseghini, apresentando vários aspectos do crime que chocou o país em 2013. O trabalho não foi publicado a pedido da família das vítimas. E aos vinte e dois anos, quando lançou seu primeiro livro, Colega de Quarto, pela Faro Editorial, ele finalmente entendeu que escrever é a forma de dar vazão a debates internos sobre a lógica de crimes e a mente dos psicopatas — pensamentos que o assombram como ideias para a ficção, querendo emergir. Victor passou pelas redações da GloboNews, TV Gazeta e Revista Veja. Atualmente é repórter da TV Globo, em São Paulo.

Será que o livro é bom?! Depois eu conto a minha experiência para vocês!

Lambidas para vocês!🐾

AMOSTRA: Manual de Sobrevivência do advogado - Wellington da Silva de Paula


Oi gente! Presta atenção!


Uma autobiografia de um personagem ficcional, mas que retrata a realidade não tão fiel do advogado brasileiro que mora no Rio de Janeiro.

Com um toque de humor e sátira, o Manual de Sobrevivência do Advogado narra à história de Claudio Aguiar, um experiente advogado carioca que após idas e vindas resolveu deixar parte do seu legado para as novas gerações de advogados (mas isso não quer dizer que está restrito apenas aos advogados).

Este livro contém (quase) tudo que um jovem advogado deve saber sobre a sua profissão ou pelo menos vai lhe distrair enquanto espera na fila do fórum.

Wellington da Silva de Paula é advogado, escritor e palestrante nascido no Rio de Janeiro. Formado em Direito no ano de 2009  e pós-graduado em Direito Civil e Processo Civil em 2011, ambos pela Universidade Estácio de Sá, Wellington Silva tornou-se advogado no ano de 2010, vindo a atuar no Tribunal carioca. Seu primeiro livro é A banalização do dano moral, lançado em 11/08/2017 pela Editora Multifoco, além de outros artigos jurídicos.

Manual de Sobrevivência do Advogado é a primeira obra de ficção do autor, apesar de ser baseado em suas experiência como advogado.

Lançado em formato e-book na Amazon.







LANÇAMENTO: Amor em Manhattan

Oi gente! Presta atenção!



Um romance brilhante sobre três amigas que decidem abraçar a vida – e o amor – em Nova York. Calma, competente e organizada, Paige Walker adora um desafio. Depois de passar a infância em hospitais, ela quer mais do que tudo provar seu valor – e que lugar pode ser melhor para começar sua grande aventura do que Nova York? Mas quando ela perde seu emprego dos sonhos, Paige vai descobrir que o maior desafio será ser sua própria chefe! Só que abrir sua própria empresa de organização de eventos e concierge não é nada comparado a esconder sua paixonite por Jake Romano, o melhor amigo do seu irmão e o solteiro mais cobiçado de Manhattan. Mas quando Jake faz uma excelente proposta para a empresa de Paige, a química entre eles acaba se tornando incontrolável. Será que é possível convencer o homem que não confia em ninguém a apostar em um feliz para sempre? O primeiro livro da série para 'Nova York, com amor' traz um enredo empolgante e divertido, com personagens superando situações inusitadas em busca do seu final feliz.

Lambidas para vocês! 🐾


quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

MACHADO DE ASSIS DE GRAÇA? VOCÊ SABIA?

Oi gente! Presta atenção!

A dica que vou passa para vocês hoje é para aqueles que gostam da literatura nacional clássica.



Joaquim Maria Machado de Assis, ou Machado de Assis para os íntimos,  foi um escritor brasileiro, considerado um dos maiores senão o maior nome da literatura do Brasil. Nascido em 21/06/1839 no Morro do Livramento, Rio de Janeiro, o grande escritor era de uma família pobre, mal estudou em escolas públicas e nunca frequentou universidade. Contudo, isso não o impediu de se tornar uma dos nossos maiores escritores.

Autodidata, Machado de Assis escreveu em praticamente todos os gêneros literários, sendo poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista e crítico literário. Afrodescendente, testemunhou a Abolição da Escravatura e a mudança política no país quando a República substituiu o Império, e foi grande comentador e relator dos eventos político-sociais de sua época.

Para lembrar o centenário do seu falecimento e fazer com que a sua obra completa chegue a qualquer usuário internet, em edições confiáveis e gratuitas,  toda a sua obra foi disponibilizada no site http://machado.mec.gov.br/ GRATUITAMENTE no formato PDF. Isso foi resultado de uma parceria entre o Portal Domínio Público - a biblioteca digital do MEC - e o Núcleo de Pesquisa em Informática, Literatura e Lingüística (NUPILL), da Universidade Federal de Santa Catarina.

Espero que aproveitem a dica e boa leitura!

Lambidas para vocês!🐾

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

RELANÇAMENTO: MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA DO ADVOGADO

Oi gente! Presta atenção!


O 2º livro do autor Wellington da Silva de Paula, Manual de Sobrevivência do Advogado, foi relançado hoje, 23/01/2018, no formato e-book no site da Amazon.com.br.

No ano de 2017 o livro tinha sito lançado na plataforma de forma adiantada para participar de um concurso literário, contudo, não rolou, então, para não atrapalhar a divulgação do livro A banalização do dano moral, o autor achou por bem retirar o e-book de circulação.


SINOPSE: Uma autobiografia de um personagem ficcional, mas que retrata a realidade não tão fiel do advogado brasileiro que mora no Rio de Janeiro.

Com um toque de humor e sátira, o Manual de Sobrevivência do Advogado narra à história de Claudio Aguiar, um experiente advogado carioca que após idas e vindas resolveu deixar parte do seu legado para as novas gerações de advogados (mas isso não quer dizer que está restrito apenas aos advogados).

Este livro contém (quase) tudo que um jovem advogado deve saber sobre a sua profissão ou pelo menos vai lhe distrair enquanto espera na fila do fórum.

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O livro está disponível somente no formato e-book no site da Amazon.

Caso você não tenha o leitor de livros Kindle, pode baixar o app para o seu celular ou tablet e adquirir o livro.

Lambidas para vocês! 🐾

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

RESENHA: Como se tornar o pior aluno da escola

Oi gente!

Esse não estava listado para 2018, mas acabou aparecendo a oportunidade e li o e-book.




Como se Tornar o Pior Aluno da Escola é um livro escrito pelo apresentador e humorista Danilo Gentili, lançado em 2009. Danilo foi o pior aluno da escola. Em seu histórico escolar acumulou 78 assinaturas no livro negro, 12 suspensões e uma expulsão. Na infância, já dava mostras de seu futuro: aos quatro anos fez sua primeira piada inconveniente e aos sete começou a esboçar planos terríveis no papel. Ou seja, se existe alguém que sabe como é ser o pior aluno e, ainda assim, se dar bem, este sujeito é Danilo Gentili. Este livro é um manual completo, ilustrado, revisado e não recomendado para estudantes, com textos e ilustrações de sua autoria (os anos de rabiscos pelos cadernos tinham que render alguma coisa!).


Danilo Gentili Jr. é um comediante, apresentador, ator, escritor, cartunista, fotógrafo, repórter, publicitário e empresário brasileiro. É reconhecido como um dos precursores e idealizadores do movimento do stand-up comedy no Brasil. Hoje, além de outros projeto, é apresentador do talk show The Noite com Danilo Gentili no SBT.

Além deste, Danilo também é autor dos livros Politicamente Incorreto (Editora Panda, 2010), A Vida e Outros Detalhes Insignificantes (Editora Panda, 2012) e Droodles (Editora Panda, 2015).

Em abril de 2010 o livro de Danilo é denunciado no Ministério Público Federal. A denúncia foi feita por um pai de um leitor menor de idade. Após o pai ler trechos do livro enviou uma carta ao órgão para criticar a obra que, segundo ele, ensina maneiras ruins aos estudantes. Desde então a capa ganhou uma etiqueta de “Leitura Inadequada Para Menores de 18 Anos”.

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MINHA EXPERIÊNCIA
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Divertido e saudosista, pois o tempo de escola narrado pelo autor remota aos anos 80 e 90.

O livro vem em formato de "manual", sendo cada capítulo uma lição de como se tornar o pior aluno da escola.

Se você não entende ironia, sarcasmo ou leva a sério tudo na vida, este livro não é para você.


O livro me fez lembrar do filme Curtindo a vida adoidado, onde o próprio protagonista ensina como matar aula, dizendo que a vida é curta demais e deve ser aproveitada.
 

O filme é aclamado.
 

O livro traz lições que ajudariam um aluno a cometer atos duvidosos na escola? Sim, mas nada que qualquer pessoa já não tenha conhecimento (por isso o saudosismo).

Contudo, há uma lição no livro: rebele-se.

O autor reforça a necessidade de você questionar as "ordens". Deixar de ser passivo e pensar se aqui é certo ou errado.

Uma passagem interessante é a questão do uniforme. Se eu sou diferente dos outros, porque tenho que me parecer igual.

Outro ponto é a doutrinação da nota. Você tem que tirar notas altas se quer ser alguém. Mas eu sou alguém! Grandes cientistas não eram bons alunos, pelo fato de serem inteligentes e a aula ser algo que o atrasa.

Não estou dizendo que escola não seja importante, mas o que devemos valorizar é o aprendizado, não a simples questão de tirar nota alta.

Já falei inúmeras vezes, prefiro um aluno mediano do que um que tire sempre 10, pois este pode ter colado ou mesmo decorado tudo, quanto o mediano fez por esforço próprio (ou colou).

A leitura é de fácil acesso, com um design interessante e rápida leitura.

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ADAPTAÇÃO
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Estreou no dia 12 de outubro de 2017 o filme Como se tornar o pior aluno da escola, baseado no livro homônimo, dirigido por Fabrício Bittar, roteirizado por Danilo Gentili e André Catarinacho, e protagonizado por Bruno Munhoz, Daniel Pimentel, Carlos Villagrán e Danilo Gentili. 


O longa traz os jovens estudantes Bernardo (Bruno Munhoz) e Pedro (Daniel Pimentel), que se veem divididos entre as obrigações escolares, a necessidade de tirar boas notas e ter bom comportamento, e a falta de propósito em cumprir todas as normas de uma escola que adota medidas cada vez mais politicamente corretas graças ao diretor Ademar (Carlos Villagrán). Após momentos de frustração, Pedro encontra no banheiro do colégio um diário contaminado com dicas para instaurar o caos na escola sem ser notado.

O filme recebeu críticas variadas.

Lambidas para vocês!🐾

domingo, 21 de janeiro de 2018

CRÔNICA: Cuidado, professora antissocial!

Rio de Janeiro, um dia de um mês de 2016.


Como um bom nerd, aprecio a sétima arte, mas infelizmente não sou rico, então não consigo ir ao cinema com a frequência que gostaria, muito menos tenho todos os serviços de streaming para poder acompanhar os novos filmes ou os antigos ou mesmo aqueles que não chegam as salas do Rio de Janeiro.

Um hobby que tenho, mas também não exercito com tanta frequência (não só por falta de dinheiro, mas por preguiça) é procurar visitar shoppings diferentes e, por consequência, os cinemas diferentes.

Dito isto, recentemente (em Outubro de 2013) havia inaugurado um shopping no bairro de Sulacap, localizado na Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro, mas eu não tinha conferido o local (atrasado 03 anos), apesar da curiosidade, pois conhecia uma parte do bairro, inclusive há um imenso supermercado, com um ótimo cinema (agora fechado).

Devo dizer que minha noiva é tão maluca quanto eu, pois me segue nessas empreitadas e ainda gosta. Tadinha, corrompi a menina, tornando-a nerd.

Em Maio de 2016 tinha estreado o filme X-men: Apocalypse, oportunidade para conhecer o "novo" shopping.

E lá vamos nós!

Circulamos pelo shopping, almoçamos no shopping e chegamos a conclusão. Que merda!

Peço desculpas para quem gosta do shopping ou mesmo é dono, mas a estrutura dele é muito esquisita. Tem um kart, então há uma atração legal, mas de resto, não vale o tempo de viagem para mim.

Ficou então a dúvida: assistimos ao filme no shopping ruim ou vamos para o cinema bom no supermercado?

Acabamos dando uma chance para o cinema do shopping feio. PRA QUÊ?

A tela era imensa. Ponto positivo! A sala era tão esquisita quando o shopping!

Devo ressaltar que a sala mais esquisita que já fui era o antigo cinema do Shopping Madureira. HORRÍVEL!!!! Pra quem gosta, tinha até banheiro dentro da sala.

O de Sulacap não era tão bizarra, mas a sala tinha umas cadeiras lá no cantão, como se fosse para dar privacidade. E foi esse cantão que nós fomos, mas privacidade não tivemos.

Digo uma coisa: sou paciente, mas não com gente idiota. E quando digo idiota, me refiro aos babacas (de todos os gêneros). Agora, a minha noiva... é 10x pior do que eu!

Por essa razão, escolhemos um local onde dificilmente alguém vai pedir (toda hora) para passar.

Contudo, para o nosso desespero, um bando de adolescentes resolveu sentar perto da gente. OH RAÇA CHATA!!!

Preste atenção, nós vamos ao cinema, pagamos caro, então eu quero ver e ouvir o filme. No entanto, o bando resolveu gastar o dinheiro do papai ou da mamãe com uma sessão de cinema para ficar de "putaria" na sala, pulando de cadeira, falando alto, discutindo, blablabla....

Como falei, sou paciente e ela já estava no limite. Já estava pronto para levantar e soltar meia dúzia de palavrões, quando minha noiva se manifestou primeiro.

Palavrões? Não, ela é fofinha! Contudo, se comigo baixa o advogado, com ela sobe a professora. Sim, sobe, porque para lidar com criança dos outros, sem perder a cabeça, tem que ter pacto.

Não tenho como transcrever as palavras exatas dela, mas só digo que até eu fiquei quieto. Sem falar alto, só o tom de voz da professora. Os adolescentes viram crianças apavoradas. Uma tentou cogitar algum questionamento, mas foi rapidamente silenciado.

Depois da calmaria, eu só pude dizer: estou te desejando ardentemente.

A sessão correu tranquilamente, as crianças não davam um pio. Só nas cenas pós-credito que resolveram trocar de lugar.


Por isso eu digo: cuidado com a professora antissocial.

DICA: AMOSTRA GRÁTIS

Oi gente! Presta atenção!

Hoje eu quero dar uma dica muito útil para você leitor que está na dúvida de comprar um livro on line.

Não é propaganda, é algo realmente útil, pois eu faço!

A Amazon possui um aplicativo chamado Kindle (mesmo nome do daquele leitor de livros que parece um ipad). Você pode baixar gratuitamente no seu celular.

Assim, por mais que você queira comprar o livro físico, muitos deles possuem versões digitais e a Amazon disponibiliza amostra grátis dos livros (normalmente o primeiro capítulo).

É simples: baixei o app no seu celular; crie uma conta no Amazon (sem pagar nada); sincronize com o app no celular; comece a navegar pelo próprio app ou pelo site, basta selecionar o livro, ir em "Dê uma olhada"; vai abrir um popup e no canto esquerdo clica em "Envie amostra agora" , certificando-se que o seu app está selecionado.





Então, você que compra muito pela internet e quer dar uma olhadinha para ver se o livro é do seu agrado, faça como eu.

Lambidas para vocês! 🐾

sábado, 20 de janeiro de 2018

RESENHA: MELODIA MORTAL - O clickbait literário




Oi gente! Presta atenção!

Terminei de ler o livro Melodia Mortal dos autores brasileiros Pedro Bandeira e Guido Carlos Levi, e quero contar a minha experiência com a obra.

De acordo com a sinopse, a proposta do livro seria, à luz dos conhecimentos da medicina contemporânea, examinar os indícios possíveis sobre as mortes polêmicas de alguns grandes compositores da música clássica.

Para tanto, os autores contariam com a investigação de ninguém menos que Sherlock Holmes, auxiliado pelo seu fiel escudeiro, o doutor John H. Watson, que narra as aventuras do detetive na empreitada.

Sherlock Holmes é um personagem de ficção da literatura britânica criado pelo médico e escritor Sir Arthur Conan Doyle. Holmes é um investigador do final do século XIX e início do século XX. Sua primeira aparição foi em 1887 na revista Beeton's Christmas Annual na história Um Estudo em Vermelho, onde vemos o primeiro contato entre as personagens principais de todos os contos, Sherlock e Dr. Watson.

Contadas sob a visão de Watson, as histórias do detetive particular caíram nas graças dos leitores do mundo inteiro, consagrando criador e criatura.

Confesso que não havia lido nada da obra de Conan Doyle, apenas conhecia a personagem através das adaptações cinematográficas, um erro que reparei, lendo a sua primeira obra, Um estudo em vermelho, pois acredito que para analisar melhor o livro brasileiro, deveria saber as características originais das personagens, além da forma da escrita.

Então, teremos uma resenha dupla.

Nota: para saber mais sobre a obra de Sr. Arthur Conan Doyle, sugiro ouvir o NerdCast 471 do site Jovem Nerd.

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UM ESTUDO EM VERMELHOSir Arthur Conan Doyle
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Arthur Ignatius Conan Doyle foi um escritor e médico britânico, nascido na Escócia. Foi um renomado e prolífico escritor cujos trabalhos incluem histórias de ficção científica, novelas históricas, peças e romances, poesias e obras de não ficção.

Enquanto estudava, começou a escrever pequenas histórias; sua primeira obra foi publicada antes de completar os 20 anos, aparecendo no Chambers’s Edinburgh Journal.

Em 1882, Conan Doyle se juntou ao seu antigo colega de classe para formar uma parceria em uma prática médica em Plymouth, mas a relação entre eles provou ser difícil, e, logo, Conan Doyle passou a fazer suas práticas médicas independentemente.

Os negócios não tiveram muito sucesso e, enquanto aguardava por pacientes, voltou a escrever suas histórias. A sua primeira obra notável foi Um Estudo em Vermelho, publicada no Beeton’s Christmas Annual de 1887, e que foi a primeira vez em que Sherlock Holmes apareceu.

Holmes era parcialmente baseado em seu professor de sua época na universidade, Joseph Bell, a quem Conan Doyle escreveu: "É mais do que certo que é a você a quem eu devo Sherlock Holmes… Com base no centro de dedução, na interferência e na observação que ouvi você inculcar, tentei construir um homem.".

Narrado sob a perspectiva do Dr. John Watson (como em todas as obras de Conan Doyle), o livro seria conhecido hoje como uma história de origem, demonstrando como as personagens se conhecem e passam não só a dividir o mesmo teto (colegas de apartamento) como as aventuras investigativas. A historia traz um enigma terrível e invencível para a polícia, que pede auxílio a Holmes - um homem é encontrado morto, sem ferimentos e cercado de manchas de sangue. Em seu rosto uma expressão de pavor.

No romance, Dr. Watson acabará de voltar do Afeganistão, onde servia do exército britânico, sendo ferido em batalha, além de ficar bastante debilitado, forçando o seu retorno à Inglaterra.

Recebendo "auxilio" do governo, Watson busca uma moradia mais adequado as suas posses, visto que se encontrava muito debilitado para trabalhar.

Diante disto, Watson é apresentado a Holmes, visto que o mesmo também procura alguém para dividir um apartamento.

No começo, ambos mantinham uma certo respeito com as suas atividades, mas Watson não deixara de reparar nas excentricidades do seu colega. Na tentativa de descobrir a profissão de Holmes, Watson avalia os conhecimentos do detetive como:


  • Literatura: zero.
  • Filosofia: zero.
  • Astronomia: zero.
  • Política: escassos.
  • Botânica: variáveis. Conhece a fundo a beladona, o ópio e os venenos em geral. Nada sabe sobre jardinagem e horticultura.
  • Geologia: práticos, mas limitados. Reconhece à primeira vista os diversos tipos de solo. No regresso dos seus passeios, mostra-me manchas nas calças, e diz-me, pela sua cor e consistência, em que partes de Londres as conseguiu.
  • Química: profundos.
  • Anatomia: exatos, mas pouco sistemáticos.
  • Literatura sensacionalista: imensos. Parece conhecer todos os pormenores de todos os horrores perpetrados neste século.
  • Música: Toca bem o violino.
  • Educação Física: É habilíssimo em boxe, esgrima e bastão.
  • Direito: Tem um bom conhecimento prático das leis inglesas.


Além disso, lendo pude notar outras características de Holmes: inteligente, raciocínio rápido e lógico, determinado, domina diversas línguas, avesso a relações amorosas, gentil e respeitoso, apesar de demonstrar certo "desprezo" pela polícia britânica.

Holmes demonstra ser estudioso, mas somente naquilo que lhe é útil. O detetive acredita que a mente tem uma capacidade limitada para o armazenamento de informações, e aprender coisas inúteis reduz a capacidade de aprender coisas úteis.

O principal método de detecção intelectual de Holmes é o raciocínio dedutivo.

Dr. Watson, em contrapartida, não demonstra um vasto conhecimento, até mesmo na medicina, pouco acrescentando nas aventuras, servindo muito mais como ouvidos de uma pessoa que gosta de falar e registro.

Holmes informa ao seu colega qual a sua atividade profissional, sendo um basicamente consultor aos investigadores Gregson e Lestrade da Scotland Yard, apesar de nunca levar a fama pela resolução dos crimes.

Após isto, Watson, muito mais por curiosidade do que para auxiliar, é convidado por Holmes a lhe acompanhar na resolução do seu mais novo caso, onde ambos participariam diretamente da investigação, não só como consultores.

A história é bem redigida, com personagens bem definidos, principalmente nas suas personalidades.

Holmes não apresenta todos os estereótipos definidos nas adaptações cinematográficas mais clássicas, principalmente na linguagem e roubas (não usa chapéu de feltro). Ele é apresentado como jovem, muito inteligente, mas cortêz.

Fisicamente, podemos dizer que a série Sherlock, protagonizada por Benedict Cumberbatch é a que mais se aproxima da visão de Conan Doyle, mas a sua personalidade é diferente, pois na série Holmes é retratado como um gênio arrogante (tipo Sheldon do The Big Bang Theory).

Para uma adaptação fiel, acredito que Holmes deveria ter as características físicas de Cumberbatch, mas o comportamento demonstrado por Joaquim de Almeida no filme O Xangô de Baker Street, adaptação do livro homônimo escrito por Jô Soares.

A obra é curta, possui uma linguagem de fácil compreensão, acessível ao grande público, e a resolução do crime é plausível, sendo um excelente entretenimento, com gostinho de quero mais.

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MELODIA MORTAL – CARACTERÍSTICAS DO LIVRO
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Nos últimos anos veio à notícia que Sherlock Holmes passou a ser de domínio público, ou seja, os livros de Conan Doyle podem ser reeditados e adaptados livremente.

Assim, podemos esperar ai muitas adaptações literárias e cinematográficas sobre o detetive da Baker Street. Inclusive, em Março de 2018 estreia uma animação, Sherlock Gnomes, baseada no "universo" da animação Gnomeu e Julieta, onde Sherlock Homes será um gnomo de jardim, mas vivo.

O Brasil não fica atrás. Já tivemos antes a obra O Xangô de Baker Street, escrita pelo apresentador, escritor e humorista Jô Soares, mas no final de 2017 foi lançado o livro Melodia Mortal, escrita a quatro mãos por Pedro Bandeira com o médico Guido Levi.

Pedro Bandeira de Luna Filho é um escritor brasileiro de livros infanto/juvenis mais vendido no Brasil (vinte e três milhões de exemplares até 2012) e, como especialista em letramento e técnicas especiais de leitura, profere conferências para professores em todo o país. É autor da série Os Karas, O Fantástico Mistério de Feiurinha e de A Marca de uma Lágrima, entre mais de 80 títulos publicados. Recebeu vários prêmios, como o Troféu APCA da Associação Paulista de Críticos de Arte e o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, entre outros.

Há muito tempo não lia as obras de Pedro Bandeira e quando soube que o autor estava escrevendo um livro adulto e sobre Sherlock Holmes, logo pensei que gostaria de ler a obra.

Todavia, devo confessar que o livro é decepcionante.

A proposta inicial é que Sherlock Holmes investigaria a morte dos principais músicos da nossa era, mas não é bem assim.

O livro é dividido em 08 capítulos: 1. Necessária ouverture; 2. "Casta Diva" - Os mistérios da morte de Vincenzo Bellini; 3. Heroica Polonaise - Os mistérios da morte de Frédéric Chopin; 4. Réquiem para um anjo - Os mistérios da morte de Wolfgang Amadeus Mozart; 5. Tribunal de honra - Os mistérios da morte de Piotr Illitch Tchaikovsky; 6. Sinfonia Renana - Os mistérios da morte de Robert Shumann; 7. Fantasia coral - Os mistérios da morte de Ludwig van Beethoven; 8. Piccolo finale.

Também sob a ótica do Dr. Watson, justificando a sua presença no livro, pois no mais ele mostra-se completamente dispensável, mesmo para as questões de sua profissão.

O primeiro capítulo traz um resumo da relação Holmes/Watson, demonstrando como se conheceram e a grande admiração do médico com o detetive.

Neste capítulo minha decepção já é latente, pois Holmes não demonstrar ser o grande detetive que a fama informa, pois erra todas as suas deduções sobre fatos corriqueiros. Então, o leitor acaba pensando (pelo menos eu pensei): será que a genialidade de Holmes é tudo uma criação de Watson?

No capítulo 2 tudo isso desaparece. Logo, vemos que os autores estão mais perdidos do que cego em tiroteio, pois desconstroem a personagem para nada.

Assim como a maioria das obras de Conan Doyle, Melodia Mortal é dividido em contos, onde cada capítulo retrata uma investigação fechada.

Então, temos 06 contos, do capítulo 2 ao 7. O capítulo 1 e 8 servem como prólogo e epílogo, respectivamente. A meu ver, os capítulos 1 e 8 são dispensáveis.

Além da divisão em contos, uma caracteriza da obra é a divisão do tempo. Os autores narram às histórias de Sherlock e Watson em diversos períodos, onde o primeiro capítulo retrata fatos ocorridos no ano de 1890, e o livro termina com as personagens no ano de 1940, durante a 2ª Guerra Mundial, mas sem participação direta ou indireta.

Cada capítulo traz uma investigação, retrada no passado, ou seja, entre 1890 a 1940, mas ao final vemos uma Reunião da Confraria dos Medidos Sherlockianos, retrada entre os anos de 2016 a 2017, onde renomados médicos e fãs das histórias de Sherlock Holmes passam a debater as suas aventuras recém publicadas, apesar de retratadas no passado.

Percebemos que os médicos da Conferia vivem no mesmo universo que Sherlock, ou seja, diferente de nós leitores, para eles Sherlock realmente existiu, cujas histórias foram registradas e publicadas por Watson.

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MINHA EXPERIÊNCIA
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Diferente da obra de Conan Doyle, Sherlock é retratado completamente estereotipado, com uma arrogância infamada, apesar de ser gentil e cortêz com as pessoas.

Mostra-se um britânico chato, onde a cultura inglesa é sempre a melhor. Em muitas passagens Sherlock gosta de reforçar que as colônias britânicas são e sempre serão inglesas, além do seu descontentamento com a revolta Irlandesa e Escocesa.

Além disso, os contos não retratam a investigação de Holmes para elucidar a morte dos grandes músicos, como a sinopse informa. Cada conto retrata uma investigação aleatória de Holmes, mas com alguma ligação ao músico do capítulo. Por exemplo: No capítulo 7, que seria sobre a morte de Beethoven, a história se passa na Alemanha e a personagem que foi sequestrada encenaria a única opera escrita pelo músico alemão.

Sim, em cada capítulo Holmes discute a morte dos músicos, mas não há qualquer investigação, apenas teorias que ele tem conhecimento e gosta de debater.

Inclusive, estas teorias também são debatidas pela Confraria, nos tempos atuais e sob os métodos atuais. Contudo, ninguém pode chegar a uma conclusão, pois os músicos faleceram há muito tempo, sendo impossível realizar exames necessários para definir a causa mortes. Logo, o debate fica no mundo das suposições.

Esta parte da Confraria é completamente dispensável, pois, a meu ver, não acrescenta em nada a história. Apresenta personagens chatos e muito mais arrogantes que o próprio Holmes de Pedro Bandeira.

E mais, os médicos se dizem fãs de Holmes, mas não discutem sobre os contos, estão mais interessados em inflar os seus egos e debater suas suposições sobre a morte dos músicos.

Watson, por sua vez, demonstra ser um inútil, servindo apenas como testemunha do brilhantismo de Holmes e ouvido para o seu ego.

Melodia Mortal não cumpre o objetivo que propõem.

É bom? Sim, mas com muitas vírgulas. A investigação narrada por Watson é deveras interessante, pois quem gosta das histórias de Sherlock sempre quer mais e o livro traz mais investigações, diferentes das escritas por Conan Doyle. Contudo, o leitor tem que fazer um esforço muito grande para relevar muitos pontos das características de Holmes, Watson e da Confraria.

Por derradeiro, os autores ainda trazem a participação do psicanalista Sigmund Freud, mas de forma muito forçada.

Lambidas para vocês!🐾