Amei-te no espaço entre as palavras,
na pausa que ninguém percebeu.
Fui verso perdido nas madrugadas,
um sonho que só em mim viveu.
Teu sorriso, tão longe, me alcança,
mas teu coração nunca é meu.
Sou barco que vive da esperança,
navegando em mares que não são teus.
Quis ser tua luz na tormenta,
a mão que se estende ao cair.
Mas sou apenas quem tenta
te amar sem te possuir.
E assim sigo, vazio e completo,
na dor que insiste em me habitar.
Pois amar-te, mesmo em afeto incerto,
é o destino que não sei negar.
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