quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

CRÔNICA: Banco meu, banco meu, banco meu... me fudeu, me fudeu, me fudeu


Rio de Janeiro, 13 de outubro de 2017.




Você assiste série de advogados? Vê novela? Filmes? Gosta daqueles julgamentos, cheio de discursos épicos, emoção, protesto pra lá, protesto pra cá?

Pois é, tenho que dizer que vocês foram enganados a vida inteira! Mas quanto? Eu arriscaria em dizer que... em tudo.

Sabe esses julgamentos, escritórios maravilhosos, advogados ricos? Então, tudo falso. Vida de advogado é uma merda!

Então como você ainda é advogado? Pois é, porque eu sou um merda! E sabe o que é pior? Eu gosto da minha vida de merda!

Ah, eu to dizendo isso da boca pra fora, não deve ser tão ruim! Você já se questionou se o proctologista gosta da profissão dele? Deve gostar, afinal de contas ele ganha para mexer em cú e é respeitado, diferente da prostituta. Mas você já parou pra pensar que se a pessoa pagou para alguém mexer no cú dela é porque tá muito na merda?!

Então, o proctologista mexe em cú “cagado” e é feliz. O advogado “toma no cú” e também é!

Eu digo isso porque a gente só se ferra. Além de cuidar da nossa vida, escutamos a vida dos outros, lidamos com os problemas dos outros e, na cabeça deles, nós temos que resolver.

Pois bem, eu tô falando de cú e merda, mas a história não tem nada haver com orifícios, só queria ilustrar o cenário. Eu, sexta-feira, depois do feriado do dia 12 de outubro, no Centro do Rio de Janeiro, batendo ponto no escritório. Escolha minha? Sim, eu escolhi pagar minhas contas.

Contudo, sabe aqueles dias que você não deveria sair de casa? Pois é, não faça isso durante um feriadão, vai dar merda em algum momento!

Naquela sexta-feira eu tinha combinado com minha noiva de almoçar com ela e o pessoal da minha equipe e depois ia sair mais cedo, aproveitar o dia né! Vai vendo...

Almoçamos, voltei para o escritório, marquei um dez, recolhi meus panos de bunda e parti. Contudo, minha noiva disse que precisava ir ao banco, que por um acaso é o mesmo que o meu e tinha uma agência no pé do escritório.

Comparecemos para que ela pudesse realizar uma transferência de sua conta poupança para outra conta em outro banco. Tá ai, de boa.

Tentei ingressar no banco, mas estava de mochila, a porta travou e após uma pequena discussão com o segurança, o qual indagou se eu não queria deixar minha mochila no guarda-volumes (não quis, pois não confiava), resolvi ficar do lado de fora da agência, pois acreditava que a operação seria rápida. Vai vendo...

Todavia, passados 20 minutos minha noiva não tinha sido atendida, apesar de o banco estar vazio, mas apenas UMA pessoa estava realizando as operações nas mesas.

Ante o quadro, resolvi, a contragosto, deixar minha mochila no guarda-volumes, pedindo auxílio do segurança (aquele!) para poder trancar o guarda-volumes nº. 01. Ele viu que deixei a mochila dentro do volume nº. 01, bem como que a porta ficou trancada através do meu cartão bancário.

Ingressei no banco, reclamei com a gerente, pois o atendimento estava muito lento, além da dificuldade de ingressar no banco.

Vitória! O advogado salvou o dia, todo mundo foi atendido, colocaram mais 02 desocupados para fazer o atendimento. Vai vendo...

Ao sair, 10 minutos depois da minha entrada, para a minha surpresa e desespero, verifiquei que o guarda-volumes nº. 01 estava aberto e minha mochila não estava mais lá.

É meus caros, o que você faria neste momento? Choraria, ficaria puto ou foda-se?! Eu incorporei algum espírito do mau ai, só sei que o banco inteiro estava olhando pra mim. Olha, não maltratei ninguém, mas acho que as pessoas viram que eu estava putaço, só acho!

A funcionária do banco, depois de uma hora de relatos, reclamações e mais algumas coisas, teve o disparate de perguntar: o Sr. tem certeza que foi nesse banco que deixou a mochila?

Sim, eu fiz a mesma cara que você está fazendo agora! Essa ai mesmo! TÚ TÁ DE SACANAGEM!!!!! Não, foi em outro banco, é que eu gosto de fazer pegadinhas!!!!

Além de todo o estresse, registrar por escrito a reclamação, ir à delegacia, voltar com documentos demonstrando o valor dos meus bens, perdi a tarde inteira com essa merda, aborrecimento e perda total da confiança com o banco (e se pode confiar em banco?!).

Passados 05 dias úteis, prazo para solução do conflito, a instituição bancária não apresentou solução e ainda queria fazer jogadinha de cena comigo, querendo protelar, falando que eu deveria entender o lado do banco. AH! É MESMO?! Pobre banco, tão sofrido né! Eles ajudam tanto os consumidores, né! Acho que eu deveria esquecer tudo aqui e assumir o prejuízo!?

Então, porque você não processa eles, vocês é advogado?! Pois é, sou advogado do banco! VIDA DE ADVOGADO NÃO É UMA MERDA?!

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